POLÍCIA
Suspeitos de comandarem a facção criminosa que ordenou o massacre na Penitenciária de Alcaçuz em janeiro deste ano, dois detentos receberam o benefício da progressão de regime e serão soltos pela Justiça potiguar. De acordo com os processos, Bruno Queiroga da Silva será liberado para cumprir o resto da pena em regime aberto, enquanto Gleydson Emanuel Roseno da Silva, recebeu o benefício da progressão de regime para o semi-aberto.
As decisões que conferem o benefício aos dois detentos foram publicadas com um dia de diferença. No caso de Bruno Querino, a decisão foi publicada no dia 27 de abril, enquanto a de Gleydson Emanuel foi juntada no dia 28. No entanto, até esta quinta-feira (4), os dois suspeitos continuam constando como presos no sistema do Tribunal de Justiça do RN.
Ambas as decisões foram assinadas pela juíza Maria Nivalda Neco Torquato Lopes, que atuou nos casos por designação. Nos dois casos, a juíza justifica que os dois detentos cumpriram o tempo de pena mínimo exigido pela lei e que a autoridade carcerária atestou que ambos os presos mantinham bom comportamento.
Apesar disso, o Ministério Público abriiu dois procedimentos investigatórios contra os dois detentos já em 2017. No caso de Gleydson, o procedimento por dano foi aberto no mês de março, enquanto no caso de Bruno, o pedido de providências por motim de presos foi recebido pela Justiça ainda em janeiro.
Bruno cumpre pena em Alcaçuz. De acordo com a decisão judicial, o detento poderá seguir para o regime aberto assim que atualizar o endereço. Enquanto isso, Gleydson segue preso no Presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido como Pavilhão 5.
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